Bring It Back: 20 anos de III: Temples of Boom e ‘Til Shiloh

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Rá! Há exatos 20 anos, meus caros, em 1995, estavam sendo produzidas duas pérolas da indústria fonográfica. Os dois álbuns são marcos nas carreiras dos seus criadores. Enquanto Buju Banton evidenciava letras com comprometimento e consciência sociais muito maiores do que nos discos anteriores, com referências a bíblia e uma pegada espiritual mais densa, Cypress Hill dava luz a um dos álbuns mais sombrios que o Hip Hop já viu.

 

Problemas pessoais na vida de Sen Dog, o grande sucesso do Cypress Hill e a rivalidade West Coast x East Coast são o pano de fundo para Temples of Boom. É do caos que Sir. Lawrence Muggerud forja sons inebriantes, obscuros e criminosos. Ouvir Temples of Boom é redescobrir caminhos antes trilhados por Mobb Deep. Sim, redescobrir! Pois a forma como o grupo californiano lida com a sonoridade sombria é surpreendentemente nova para seu tempo. O álbum é recheado de clássicos desde a abertura com Spark Another Owl até o fechamento em grande estilo com Everybody Must Get StoneKillafornia é um dos pontos altos do disco e Strictly Hip-Hop carrega o peso do desabafo de B-Real acerca dos conflitos pertinentes à época. Vale lembrar também das participações de RZA e U-God (Wu-Tang Clan) em Killa Hill Niggas e de uma das maiores diss da história do rap: No Rest For The Wicked, endereçada a Ice Cube.

Particularmente, acho muito difícil escolher a melhor, ou melhores, música(s) desse álbum, tanto pela sonoridade fornecida por Dj Muggs, como pela abordagem nas letras de B-Real e Sen Dog.

Alguém se arrisca a fazer um Top5 do Cypress Hill? (De faixas desse álbum ou da discografia toda ou, ainda, de melhores álbuns)

 

E se Buju Banton já tinha um discurso social presente em suas letras, é com ‘Til Shiloh que ele o potencializa. Shiloh, a primeira faixa, aponta que seremos inseridos num ambiente de forte espiritualidade. Por sinal, a década de 90 marca a conversão de artistas do Ragga/Dance Hall ao rastafarianismo, tais como Sizzla e Buju Banton. Citado por vários MC’s brasileiros e tendo uma influência marcante na obra de Black Alien, vale a pena conferir ‘Til Shiloh, terceiro álbum do jamaicano que traz sons marcantes na sua carreira, como Murderer, Champion e Wanna Be Loved.

Jah Blessed be!

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