Bring It Back: Immortal Technique – Peruvian Cocaine

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O site sempre falou do trabalho do Immortal Technique por ser um emcee de grande talento no nosso cenário. Há mais de quinze anos fazendo Rap, o peruano tem três discos de estúdio no currículo e uma compilação, todas elas bem recebidas pelo público e principalmente pela crítica.

Ácido do começo ao fim, seus discos prezam principalmente pelo apelo as críticas contra o governo e a desigualdade social. Politicamente engajado, o rapper que nasceu na América Latina sempre esteve ciente do que alguns dos países do continente passaram por culpas de suas ditaduras, guerras contra o tráfico, e má distribuição de renda.

A faixa Peruvian Cocaine é um retrato de um dos maiores males do nosso continente: o narcotráfico. O enredo fica pior quando nos damos conta do envolvimento de órgãos como a CIA e governantes de países com esse tipo de atividade que assolou países como Colômbia e recentemente o próprio Peru.

Para essa música, parte integrante do projeto Revolutionary Vol. 2 lançado em 2003, Tech’ chamou uma legião de rappers, maioria desconhecido pelo público mainstream: Pumpkinhead, Diabolic, Tonedeff, Poison Pen, Loucipher & C-Rayz Walz. Na produção, SouthPaw, que cuida de quase toda a produção do projeto. Peruvian Cocaine tem uma premissa interessante: cada rapper é um personagem que influencia direta ou indiretamente o narcotráfico. Immortal Technique é o trabalhador de campo, que cultiva as plantas de coca, muitas vezes em um trabalho escravo; Pumpkinhead é quem cuida do campo de coca, ameaçando os trabalhadores e tocando o negócio para o patrono; Diabolic é o líder do país, que segue um regime ditatorial (Elected by my people, the only one on the ballot); Tonedeff é o agente da CIA corrupto, breve referência as ações da organização nos anos 80; Poison Ped é o traficante nos guetos; Loucipher é um policial disfarçado tentando quebrar o esquema; e C-Rayz é um prisioneiro.

Seguindo uma linha de narrativa onde falam sobre as suas responsabilidades no esquema, todo rapper tem em média oito linhas, onde especificam suas atividades e como elas afetam as pessoas ao seu redor. Para dar o clima, foram usados samples dos filmes Scarface, retirando o diálogo entre Dr. Gutierrez e o entrevistador, e também do filme New Jack City, onde o protagonista, Nino Brown, fala sobre quem traz as drogas e as armas para os Estados Unidos. É uma faixa pesada em todos os sentidos, e é dia de relembrá-la aqui no Raplogia.

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