Dupla Salt-N-Pepa fala sobre a falta de rappers femininas no cenário

SNP

O grupo que leva o apelido de duas membros, Cheryl “Salt” James e Sandra “Pepa” Denton – mas também conta com a participação da DJ Spinderella – foi o primeiro inteiramente formado por mulheres a aparecer no Hip-Hop. Em meados dos anos oitenta e no começo dos noventa, Salt-N-Pepa gozava do sucesso com hits como Push It e Let’s Talk About Sex. As garotas do Queens abriram muitas portas para emcees femininas que apareceriam.

Rappers femininas foram muito mais presentes durante a década de noventa do que nos anos 2000. Lauryn Hill, Queen Latifah, Missy Eliott, e a lista só cresce. Hoje no cenário, existe uma grande falta de emcees mulheres e esse assunto foi um dos abordados na entrevista que a Billboard fez com Cheryl e Sandra. A dupla quer ser lembrada como pioneira dentro de um universo tão masculino.

“Ficamos perplexas. Tivemos um tempo que houve uma ótima recepção: Eve, Lil’ Kim, Queen Latifah, Missy Elliott, Lauryn Hill, Remy Ma, Da Brat – e a lista continua. Mas o que notamos é que muitas destas artistas saíram de um coletivo de homens,” disse Pepa. 

“Pep e eu sempre discutimos sobre. Por que não tem mais mulheres? Mas é verdade: mulheres sempre são apadrinhadas e trazidas para o cenário por homens. É como se fosse as regras dessa terra, se não há algum selo masculino o mundo – das gravadoras, público – não está convencido. É a triste realidade. Acreditamos que o talento, perseverança, trabalho duro e acreditar no que você faz sempre fará a diferença não importa o que alguém pensa. Essa é a paixão que eu sentia: Era isso ou morrer. Eu não tinha um plano B,” revelou Cheryl, mais conhecida como Salt. 

A dupla traz à tona mais uma vez a questão de como as mulheres são respeitadas dentro do cenário. Hoje existe uma quantidade muito pequena de rappers femininas, principalmente no mainstream. O Hip-Hop precisa honrar o fato de ser uma cultura de inserção, mas para isso, precisamos moldar cada vez mais a mente do público que acompanha a música e também dos artistas masculinos, sendo que precisa-se encarar o fato de que nossa música sempre foi infelizmente um tanto machista.

Para quem quiser ler a entrevista da dupla por inteiro, dá uma passada no site da Billboard.

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