Review: Kirk Knight deixa seu nome em evidência com Late Knight Special

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A Pro Era chegou ao cenário com um plantel muito talentoso de artistas, sendo liderados por Joey Bada$$, que inclusive vem para o Brasil no próximo dia 12. Após a trágica perda de Capital STEEZ, por suicídio, a banca continuou nos corres para fazer seu nome no cenário, e hoje, graças a Joey, tem artistas em alta. Kirk Knight é um exemplo disso.

O rapper é um dos mais talentosos da Pro Era, logo atrás de Bada$$, e lançou o seu primeiro disco no mesmo ano que B4.DA.$$, fechando o ano do selo no positivo. Todo o conceito de Late Knight Special não foge do que os projetos antecessores á ele da banca trouxeram de conceito: é boom bap, mas é reformulado para soar moderno. A cabeça aberta dos emcees de lá faz com que o som feito seja algo bastante original, mesmo fazendo ode à old school, algo bastante notável por exemplo, na faixa 5 Minutes, com Joey, que traz inúmeras referências de flow e linhas interpoladas que pertencem a Biggie.

Confira as letras do disco no Genius

Produzido inteiramente por Kirk, com o auxílio de nomes como Thundercat e THEMPole em três faixas, o disco é extremamente pessoal, seja no lírico, seja na produção. Traz todo uma originalidade que só a Pro Era nos concede, trazendo muito do Rap novaiorquino dos anos noventa para uma roupagem mais contemporânea.

“I consider myself a storyteller/I’m a writer, I’m a producer, I’m an author/I’m an actor, I’m a director” narra uma voz retirada de algum monólogo na introdução de Heaven Is For Real. Ela reflete muito bem a figura de Kirk dentro do seu Late Knight Special: ele é o rapper/conta as histórias/autor, ele é o produtor/diretor. E ele faz todas essas funções muito bem. A tomada de responsabilidade de Kirk lembra muito a de J.Cole, que produziu basicamente todo o seu último disco, 2014 Forest Hills Drive.

O resumo de Late Knight Special é um disco muito bem feito. A maturidade lírica de Kirk assusta, pois o jovem de vinte anos recém completados é um grande liricista, que abusa das técnicas como composição, entrega e flow. O disco traz um sentimento bastante pessoal, isso deve-se, claro, a toda autonomia do rapper durante o desenvolvimento do projeto.

É um dos discos do ano, e se você ainda não o ouviu, moscou. Corre para o player mais próximo – tem um logo abaixo do texto mas não conta pra ninguém.

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