Raplogia Awards: Os 10 melhores discos internacionais de 2015

O ano de 2015 nos rendeu muitas surpresas e grandes trabalhos. A equipe do Raplogia se uniu na sala da justiça para discutir os melhores projetos desse ano que trouxe de tudo um pouco. Kendrick Lamar arrebentou a cena com o seu digníssimo disco To Pimp A Butterfly, Joey Bada$$ iniciou o ano com B4.DA.$$, um marcante projeto – ele ainda passou por aqui no último mês do ano -, Action Bronson debutou, e o lendário rapper com quem tretou, Ghostface Killah, também lançou ótimo projeto.

Tentamos unir diversos critérios para encaixarmos nossas listas: qualidade lírica e na produção, impacto no público, consistência da obra. Procuramos manter as listas um pouco longe do pessoal, e mais próximas a realidade do que observamos no cenário.

10. Drake – If You’re Reading This It’s Too Late…

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Meio mixtape, meio disco. O projeto If You’re Reading This It’s Too Late… saiu sem nenhum anúncio no dia 13 de Fevereiro, e desde então deixou o nome do canadense em evidência o resto do ano.

Os singles Energy e Know Yourself fizeram parte dos charts grande parte do ano, assim como outras músicas. O disco foi bem recebido pela crítica e pelo público que está ansioso para o projeto Views From The 6 que sairá ano que vem.

9. Kirk Knight – Late Knight Special

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(SPOILER) Mais um projeto da ProEra na lista (/SPOILER), o disco de Kirk Knight é bem diferente do disco B4.DA.$$, do seu chefe/colega Joey Bada$$. A roupagem dada ao projeto é até parecida, lembrando um boom bap mais moderno, mas o disco de Kirk é menos agressivo e socialmente engajado. É muito mais introspectivo.

O grande destaque do projeto é Kirk, que, marca seu nome e mostra que ProEra não é só a banca de Joey Bada$$, é também a banca de Kirk Knight.

8. Jay Rock – 90059

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Segundo disco do veterano da Top Dawg, Jay Rock, lembra a forma de produção do aclamado disco de Kendrick Lamar: produtores escolhidos a dedo, independente do status. Singles fortes como Gumbo, Vice City e Easy Bake dão cara ao projeto que, soa como um grande expoente da “nova costa oeste”. É gangster, tem seu bragadoccio, é agressivo, mas também tem seu cunho social.

O ponto alto fica por parte das colaborações do disco, artistas que, em grande parte, são amigos do rapper e colegas de gravadora. Salve Black Hippy.

7. Future – Dirty Sprite 2

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A sequência da mixtape Dirty Sprite chegou para colocar o rapper Future em evidencia no cenário em 2015. Junto a outros projetos como a mixtape 56 Nights, o rapper que pega sua mina usando sandálias Gucci e traz um disco consistente em letras (sim) e produção.

Future foi um dos maiores destaques do ano, talvez, o maior. Ficou em evidência grande parte do ano, sendo um dos artistas mais requisitados. E o melhor: nenhum dos seus projetos são ruins.

6. Earl – I Don’t Like Shit, I Don’t Go Outside

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Ascenção meteórica, isolamento em uma ilha, retorno misterioso. Earl Sweatshirt, de apenas 21 anos, com certeza tinha muito a dizer e esse é o clima do seu último álbum. A linha “I ain’t been outside in a minute/ I been living what I wrote.”, em Grief,  dá o tom do que se passa na cabeça reclusa e anti-social do ex-membro da Odd Future, e é assim durante o curto período de 30 minutos de I Don’t Like Shit, talvez seja o máximo que ele suporte outra pessoa dentro de sua própria mente.

5. BADBADNOTGOOD & Ghostface Killah – Sour Soul

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Qual o resultado de juntar um dos melhores rappers da história com um jovem grupo de produtores inspirados em jazz? Ele é Sour Soul. O projeto escorre qualidade desde o primeiro interlude, contendo as famosas histórias de GFK, contadas com realidade em parceria com outros artistas.

MF DOOM, Tree, Elzhi e Danny Brown são os colaboradores do projeto. Esse é um dos projetos que me faz lembrar que Ghostface Killah ainda tem muita lenha para queimar.

4. Vince Staples – Summertime ’06

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Aguardado primeiro disco do rapper de Long Beach, Vince Staples, o projeto Summertime ’06 chama a atenção pela maturidade imposta nas letras e a mensagem de cunho social do artista. Staples foi um dos destaques do ano, garantindo uma posição mais do que excelente para o seu projeto de estreia.

Vince promete muito para os próximos anos, nos resta esperar ansiosamente.

3. A$AP Rocky – At. Long. Last. ASAP

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Anunciado no fim do ano passado, após cancelamento do disco da ASAP Mob, o segundo disco de estúdio do rapper ASAP Rocky saiu em tom melancólico em 2015, após a morte do seu amigo e manager, ASAP Yams. Com uma vibração diferente do primeiro projeto, o novo disco se destaca por letras mais profundas e bem trabalhadas, além de uma quantidade de produtores de qualidade.

Os singles Everyday, com Miguel e Rod Stewart, Lord Pretty Flacko Jodye 2, e L$D trouxeram uma consistência comercial para o projeto, vendendo uma quantidade considerável de cópias.

2. Joey Bada$$ – B4.DA.$$

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O disco de estreia do rapper do Brooklyn, Joey Bada$$, agradou a grande massa e se tornou muito melhor através do ano. Lançado em Janeiro, o disco se tornou importante a partir de que as letras do disco coincidiam com fatos vividos na comunidade americana durante o ano, como por exemplo, casos de violência policial contra a sociedade negra do país.

O singles foram bem recebidos pelo público e crítica, mesmo não aparecendo em grandes posições no charts. O exemplo disso é só ver como as faixas Christ Conscious, Big Dusty, Like Me e Teach Me foram bem recebidas pelo público do rapper no Brasil durante o Festival Batuque 2015.

1. Kendrick Lamar – To Pimp a Butterfly

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Ame ou odeie, Kendrick lançou o disco do ano. To Pimp a Butterfly é o terceiro disco de KDot, o segundo por uma grande gravadora. Influenciado pelo funk e com uma produção extremamente minimalista, o disco é importante para a cultura, tratando de assuntos socioculturais de extrema importância. Para o projeto o rapper de Compton trouxe uma infinidade de produtores, Terrace Martin, Sounwave, Thundercat, estão no disco. Colaboradores para as rimas, apenas Rapsody. O trabalho da MC foi consagrado com um verso em Complexion.

11 Respostas para “Raplogia Awards: Os 10 melhores discos internacionais de 2015

    • Tiramos uma média, João. Alguns discos foram citados, como o do Lupe, mas outros foram mais bem citados. Tentamos ter cuidado com essas questões de entrar na lista ou não. Inclusive, é provável que saia um post sobre o que “ficou de fora” da lista.

    • Deeply Rooted é um discão mesmo. Acho que ano que vem teremos de aumentar o número de posições para caber tudo mundo!! hahaha. Sobre o disco do Pusha, ele saiu em Dezembro, e descartamos os projetos lançados nesse mês. Estará disponível para votação no ano que vem.

  1. Pingback: Resumão: Os melhores de 2015 | Raplogia·

  2. O melhor álbum do ano pra mim sem duvidas nenhuma é do the game the documentary 2 é um clássico!! Os dois discos, disparado pra mim o melhor álbum de 2015. The game é o rei da Califórnia vivo!

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