Review: Pusha T abre 2016 com nome em evidência graças a Darkest Before Dawn

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“The last cocaine superhero,” intitula-se Pusha T na faixa Keep Dealing, a sétima do seu segundo disco solo, King Push – Darkest Before Dawn: The Prelude, lançado no dia 18 de Dezembro, dois anos depois do seu debute bem recebido, My Name Is My Name.

O rapper nunca escondeu o seu passado como traficante de cocaína, e o disco, como de praxe, está repleto de referências ao seu sombrio passado, traçando paralelos com o cenário do Rap. E isso, ele faz desde o tempo do Clipse.

O prelúdio do disco King Push é bastante curto, algo dessa vez me incomodou. Fica um gosto de que os trinta e três minutos de disco não são o bastante, o gosto por mais fica ao ouvir o projeto. Proposital? É bem possível, afinal, é um prelúdio. A influência do trabalho feito pela Bad Boy Records no final dos anos 90 está nos samples e nos beats. Em muitos momentos sente-se que Ma$e pode aparecer no disco e mandar um verso surpresa – em My Name is My Name, Push chegou a imitar o flow de Ma$e em uma das faixas, deixando claro que a influência é notável e vem de muito tempo.

Na questão de produção, o rapper acertou em cheio. Para mim, subiu o nível colocado no seu antecessor, que soou um pouco fora de conjunto em partes. Aqui nota-se um trabalho de produção mais harmônico, procurando não se destoar do começo ao fim. É uma mistura bastante crua, pegando elementos do trap, do boombap, e do Rap mais conteporâneo feito pelo rapper na última década com o seu irmão Malice.

O lírico não foge muito do que foi My Name is My Name, interpolando linhas sobre o tráfico com Rap e luxo. O interessante é que Pusha não torna o disco repetitivo (They ask why I’m still talking dope, why not?). As participações pouco se destacaram, o melhor, certamente, foi The Dream, que aparece em duas faixas M.F.T.R. e M.P.A., dando o tom com o seu R&B..

Untouchable, Clutches Crosses and Caskets, F.I.F.A., e Sunshine são algumas das faixas de maior destaque dentro do projeto. As duas primeiras, singles que anteciparam o lançamento e mostraram a consistência do trabalho. Jill Scott está em Sunshine, trazendo uma música menos sombria e com mais críticas sociais.

Como citei anteriormente, fiquei com um gosto de que esperava mais do segundo projeto de Pusha T. Mas lembre-se, Darkest Before Dawn trata-se de um prelúdio para King Push, disco que é certamente um dos mais aguardados para 2016. Mas no final Pusha fez um disco muito mais coeso do que o seu disco de estreia, parece que ele aprendeu a fórmula, e o futuro é brilhante.

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