Raplogia Entrevista: Bruno Cyon, do C.R.I.A.

Bruno Cyon, membro da mais nova dupla do rap carioca C.R.I.A. e ex-integrante do Cacife Clandestino, trocou um uma ideia com a gente. Falamos de sua versatilidade enquanto artista, a relação com o antigo grupo, os trabalhos futuros e mais. Não esqueça também de checar o novo single “Tô de Pé”, lançado semana passada! Confira:


 

  1. Salve, Cyon! Começamos a entrevista com uma pergunta que sempre fazemos: qual foi o seu primeiro contato com Rap?

Salve! primeiramente obrigado pela oportunidade! Tamo junto! Então, meu primeiro contato com o Rap foi como ouvinte, isso quando eu tinha uns 9, 10 anos mais ou menos. O primeiro grupo de Rap que eu ouvi foi Racionas MCs, como a maioria da minha época! Depois disso fui conhecendo outros grupos e desde então não parei mais de ouvir, comecei a querer fazer também, comecei com uns freestyles na Rua, bem crus ainda. Em 2006 gravei minha primeira musica, foi foda! Bons tempos!

  1. Você tem experiência com graffiti, desenhos, tatuagens e além disso é o responsável pela produtora independente “Stencyone Filmes”, tendo produzido clipes de MCs como Igor Bidi e don Nofi (sua dupla hoje, no C.R.I.A.). Aqui faço duas perguntas: Você considera essa versatilidade uma vantagem na cena? Como é conciliar tudo isso de modo que o rap não fique prejudicado?

Sim, venho da arte urbana desde sempre, comecei com pichação em 2000, em 2001 fui pro graffiti e em 2010 comecei a tatuar. Eu tento dar atenção pra todos os corres, vou te falar que é bem difícil, estou sempre trabalhando em alguma coisa. É foda quando você curte várias paradas, mas aos poucos vai. Eu tento fazer tudo que está ao meu alcance sem deixar o meu projeto no Rap de lado. Comecei a fazer vídeos porque curto muito filmar, editar, etc. E isso soma bastante acredito eu, por mais simples que seja, as pessoas curtem ouvir um som assistindo alguma imagem, isso faz total diferença no trampo do artista.

  1. Apesar de ter nascido no Rio, você foi para Curitiba (PR) com 1 ano e lá cresceu até o 15, quando retornou. Como você diria que essa mudança influenciou a criação das suas artes?

Eu cresci em Curitiba, aonde tive muito contato com a Rua. Eu cresci bem próximo do Hip Hop, nos bairros que morei sempre tinha alguém envolvido em um dos quatro elementos (Rap, Break, Graffiti, DJ) e isso foi muito bom pra mim. Quando cheguei no Rio, fiquei um pouco perdido, até eu conhecer uma galera que curtia a mesma coisa que eu, demorou. A galera aqui era muito mais Funk do q Rap, então foi difícil no começo. Depois conheci uma galera do Skate, e uma coisa tá ligada a outra, Skate, Rap, Graffiti. Aí eu me senti em casa e de lá pra cá só cresceu o envolvimento, Graças a Deus. Hoje vejo que pra mim foi muito boa essa mudança, aqui no Rio tenho a impressão de ser mais fácil se envolver.

  1. Falando sobre o seu lado artístico rapper, como é seu processo criativo para escrever?

Como eu tenho varias coisas pra fazer, escrever às vezes não tenho muito tempo, mas o dia todo penso em algumas frases, em algum tema e sempre que possível escrevo, quando começo, não paro. Eu e o Nofi temos uma proximidade grande, ele tá sempre aqui em casa me mostrando uma letra, um refrão, uma melodia. Isso me ajuda bastante.

  1. Um elemento muito presente nos seus sons e nas produções audiovisuais é a rua. Como se dá essa relação sua com ela e como você a explora no contexto do rap?

Eu e a Rua temos um caso sinistro, rs. Eu curto muito a Rua, tá ligado? Acho que a maioria das coisas que eu aprendi na vida foram na Rua. A arte que eu vivo tem muita influencia da Rua. É tipo uma segunda escola, saca? Segunda casa se pa.

  1. Você fazia a segunda voz, escrevia versos e foi apresentado em uma entrevista como o “desenhista particular” do grupo Cacife Clandestino. Decidir deixar um grupo que você fez parte por quase 5 anos não deve ter sido fácil. O que te levou a tomar essa decisão?

Eu tenho duas participações com o Cacife, “Filho da Rua” que saiu no primeiro CD, o CD demo, e “Antiga Maldição” que também tem participação do Funkero e saiu na mixtape “Sonho de Rua”. Fiz também algumas artes, como o Primeiro Logo, as primeiras camisas e os primeiros bonés, e algumas tattoos nos muleques! Mas na real eu era Back Vocal.. Saí pra poder me focar mais nos meus projetos, tanto de TATTOO, quanto de Rap mesmo. Mas foi muito bom esse tempo que passamos juntos, um aprendizado e uma oportunidade foda na minha vida!

  1. Como é sua relação com o Cacife Clandestino hoje?

É tranquila. Não é como era antes devido a essa correria deles e minha também. Às vezes troco umas ideias com o Terror.

  1. Como surgiu o C.R.I.A. e por que vocês escolheram esse nome?

Surgiu depois de uns 6 meses pelo menos pensando em um nome. Cria eh uma palavra muita falada na Rua aqui no Rio, a rapaziada se chama de Cria, ta ligado? Depois q decidimos ser C.R.I.A, me lembrei que a Oito8 (uma marca aqui do Rio q me apoia) tinha uma coleção com esse nome. Não sei se isso veio no meu subconsciente. Mas quando falei com o Zig (dono da marca) ele ficou amarradão! Depois de eu e o Nofi escolhermos esse nome, colocamos como sigla e pensamos numas palavras que tivessem a ver com a gente.

cyonenofi

Bruno Cyon e don Nofi, a dupla C.R.I.A.

  1. E o futuro? No que o C.R.I.A. está trabalhando para consolidar seu nome na cena?

Estamos gravando um EP que sairá antes do meio do ano. Lançamos “Tô de Pé” esses dias e daqui a uns dois meses vamos soltar outro single chamado “Curte o Clima”. E pro final do ano se tudo der certo vamos soltar um CD!

  1. Usamos esse espaço para você mandar um salve para quem quiser, Cyon! Nós do Raplogia desejamos a vocês força na nova caminhada. Um abraço e viva o rap!

Tamojunto, rapaziada da Raplogia! Obrigado a força de vocês! Queria deixar um salve pra todos que acreditam na gente aí, todos que nos ajudam a realizar nosso sonho, e todos que desde sempre estiveram lado a lado nessa caminhada, sem citar nomes, porque é muita gente, e quem fortaleceu sabe! É isso, Valewwww!

 Eh Criaaa

2 Respostas para “Raplogia Entrevista: Bruno Cyon, do C.R.I.A.

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