Top 10 dos Autores: Wendell

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Lembro-me que a primeira matéria que li aqui no blog foi um review sobre The Eminem Show, foi uma jogada de pura sorte que descobri o conteúdo do Raplogia, consequentemente passei a acompanhar a página. O ano era 2012 ou 2013, agora não sei ao certo, mas isso não tem muita importância. De lá pra cá o blog evoluiu, vieram mais colunistas, matérias cada vez mais diferenciadas e criativas. Os likes aumentaram, o layout mudou e o reconhecimento veio com a classificação do RAPLOGIA entre os 10 sites de rap mais acessados do país, numa matéria que saiu no RND.

Olhando para trás, desde a época em que era um leitor do site e não um colunista, uma coisa em particular não mudou, e pra ser sincero espero que nunca mude, o fato dos colunistas soltarem matérias de cunho bem pessoal, cada um com seu estilo de escrita e seus gostos. Em alguns posts, você perceberá influências bem marcantes para cada um de nós, sendo que há textos dialogando rap com literatura, cinema, quadrinhos, literatura infantil, moda, história, poesia, filosofia, mitologia greco-romana, psicologia, esporte, séries, histórias pessoais, desenhos animados e por aí vai.

A partir desse post se inicia o resgate de uma das matérias que mais curto da página, a lista de 10 álbuns favoritos dos colunistas, na época que saiu eu era apenas leitor, portanto fico feliz de finalmente soltar minha lista. Assim como também fico na curiosidade e expectativa pelas listas que virão do resto da equipe do Raplogia, afinal é sempre bom termos belas sugestões pra escutar. Realizar uma lista dessa não é nada fácil, e de repente se fosse soltar semana que vem esse post, talvez substituiria algum álbum por outro, afinal o que não falta são projetos que o cara carrega no peito como seus prediletos. Enfim, mas uma coisa tenho certeza, esses 10 projetos me cativaram e me fizeram pensar na arte de forma mais ampla. Vamos a lista!

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Falar o que dessa obra prima de B.I.G. ? Álbum duplo que trazia uma infinidade de temas, flows, histórias, refrões clássicos e uma produção que arrisco dizer ser melhor do que seu álbum anterior, que também é um clássico. Nomes de peso como Premier, RZA, Easy Mo Bee, Puffy e o próprio B.I.G. foram os responsáveis por uma produção com uma cara menos under, é como se fizessem a transição de uma produção voltada para o nicho/ público de rap com Ready To Die para uma produção com uma pegada mais aberta/popular para o grande público através de Life After Death. No primeiro álbum B.I.G. surgiu para conquistar o mundo do rap e no segundo ele veio pra conquistar o universo da música em geral.

Uma das coisas que mais me chamam atenção é como esse projeto era sombrio, tanto na própria capa como também nas letras. Histórias do mafioso rap, do tráfico de drogas, tudo que B.I.G. vivenciava e tentava passar o quanto tudo aquilo poderia te tragar para o caixão caso realizasse um único erro.  Um álbum extremamente maduro feito por alguém tão novo. É como se ele tivesse vivido uma vida inteira e se sentasse no canto de uma sala para ensinar seu filho sobre os ‘negócios’, sobre como a vida funciona.  Pra ser mais didático, é como se o B.I.G. fosse o próprio Don Vito Corleone contando suas histórias e passando toda sua experiência e ensinamentos para Michael, que nesse caso, somos nós ouvintes.

Ah! Não poderia deixar de dizer que nesse álbum há uma diss subliminar que talvez seja uma das mais sombrias e inteligentes já realizadas na história (entendedores entenderão…).

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Todos os álbuns dessa dupla são considerados clássicos, mas pra mim, esse é o melhor de todos. Violento ao extremo, versátil nos temas (histórias de sexo, crime organizado- mafioso rap, temas sociais e políticos, histórias no estilo horrorcore etc), G Rap com sua técnica afiada deixou o projeto perfeito.

Infelizmente muitos fãs de rap montam seus respectivos top 10 ou 5 e esquecem totalmente do pioneiro do mafioso rap. Genius é um dos melhores, tá no meu top 5 fácil de melhores de todos os tempos. Sua discografia é extremamente consistente, talvez ele não tenha conseguido tanta fama por não ser o cara mais carismático do mundo, e isso no meio do entretenimento conta bastante. Mas, como o papo é qualidade, nesse quesito ele nunca deixou a desejar, pelo contrário, sempre explodiu a cabeça dos fãs com sua lírica e histórias bem contadas.  Nunca vou esquecer da primeira vez que escutei Train Roberry e tive pedaços do cérebro espalhados pelo quarto, como se tivesse levado um tiro de 12.

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Talvez o projeto mais pessoal do Nas, sendo que nele há uma de suas músicas que mais gosto, Dance, que por sinal, é uma das homenagens mais bonitas que alguém poderia fazer pra um familiar que partiu, segurar as lágrimas enquanto se escuta o som é algo certamente difícil. Além desse rap, outros também tinham uma carga emocional forte, como por exemplo: I Can, Heaven,Thugz Mansion, Last Real Nigga Alive.  Em termos de criatividade,  Book of Rhymes é uma das coisas mais geniais, o telespectador vai escutando boquiaberto o processo de escrita de um dos maiores mc’s que já tocou no microfone.

GOD’S SON é um dos álbuns que escuto do começo ao fim sem pular uma única faixa. Tudo nele é ótimo, letras, flow, produção, diversidade nos temas e a forte emoção que Nasir transmite. Ah! Quase esqueci de mencionar aquela que é uma das melhores faixas construídas pelo mc em sua caminhada, Made You Look, sim, ela está nesse álbum. Classic!

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Esse é um álbum que tenho orgulho de ter na minha coleção, na época que conheci estava na sétima séria, faz tempo, naquela época escutava no discman, que era um verdadeiro inferno, já que o aparelho comia pilha demais. O clipe mais estourado do álbum passava na rede bandeirantes no sábado à noite, num programa apresentado pela Sabrina Parlatore chamado CLIPMANIA, inclusive o programa chegou a ganhar na época uma programação no domingo no comecinho da tarde. Youtube? Meu amigo, naquela época o cara assistia seus clipes preferidos uma vez por semana na televisão. A band fazia a alegria da molecada, principalmente pro pessoal que não tinha tv a cabo.

Gabriel Pensador foi o primeiro mc que escutei, mas o primeiro mc que realmente explodiu minha cabeça foi o Eminem justamente com Cleanin Out My Closet, clássico, genial, assombroso, pessoal ao máximo, enfim os adjetivos são inúmeros pra falar sobre o som. Eminem mergulhou de forma profunda em seu âmago  e compartilhou com seus ouvintes toda a sua vida através de rimas inteligentes. Certamente foi um dos caras que não teve medo de explorar seus defeitos, traumas, rancores, decepções… Infelizmente no cenário atual a maioria dos mc’s tem deixado isso pra trás, em troca de um braggadocio desenfreado e muitas vezes bem raso.

Enfim, The Eminem Show era um reality show em forma de álbum, despertando o lado voyeur nos ouvintes. O mc de Detroit não apenas rimou, como também produziu praticamente todo o projeto. Muitos clássicos saíram dele, como por exemplo, Till I Colapse, Sing for the moment, Soldier, Say Goodbye Hollywood  e pra ter uma noção de seu impacto, depois de tantos anos, uma de suas faixas fará parte da trilha de Esquadrão Suicida, estou falando de Whitout Me. Muitos o consideram como seu melhor álbum, na minha opinião é o seu segundo melhor, mas tenhamos calma, porque logo irei falar sobre aquele que considero o seu melhor e também um de meu prediletos.

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Olha aí uma imagem do CLIPMANIA, nostalgia agora bateu forte…

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Jesus Cristo, como eu amo esse álbum! Espera, deixa eu consertar: Capiroto, como eu amo esse álbum! Big L foi uma das maiores perdas que o rap teve, mas felizmente deixou esse clássico para eternidade. Pra ter um noção de sua importância, certa vez Nas comentou que havia um rapper no qual ele temia, e esse cara era Big L. Ter reconhecimento do Nas é certamente melhor do que ganhar um grammy ou qualquer outro tipo de prêmio, e L conquistou essa façanha.

Lifestylez é um projeto que você escuta e permanece com seu impacto durante um bom tempo, após escutá-lo pela primeira vez me perguntei se L não seria o próprio Diabo em forma de mc. Extremamente técnico em sua lírica, com um belo wordplay, um flow agressivo e punchlines doentias ao máximo (considerado por todos os habitantes do planeta Terra como o verdadeiro Rei das Punchlines). Esse talvez seja um dos álbuns que mais deixa o ouvinte inúmeras vezes boquiaberto, quem já escutou sabe do que estou falando…

Eu só não vou soltar um rest in piece aqui, pois o próprio L rimava:

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A Bíblia é sagrada e não poderia faltar aqui, sendo que também é disparado um dos meus projetos prediletos.  As histórias contadas, a lírica perfeita, as metáforas, a paranóia que Nas fez os ouvintes sentirem… A influência do álbum na cultura é gigantesca, tendo influenciado inclusive Jay em seu Reasonable Doubt, sem contar que o álbum ganhou 5 mics da The Source. Illmatic também inspirou um monte de capas de álbuns, alavancou o nome de Premier em termos de produtor, trouxe os nomes dos criminosos das ruas para o rap e ainda lançou alguns termos que se tornariam clássicos em meio a cultura: “Sleep is the cousin of death”, “half-man, half amazing” e a própria palavra Illmatic, que se transformaria em exemplo/sinônimo de perfeição. Chega a ser assustador que o mc tinha somente 20 anos quando lançou o projeto mais importante da história do rap.

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Eu sei que muita gente prefere Blueprint e o coloca como o segundo melhor álbum do Jay, me desculpem, mas tenho de discordar, pra mim Black Album é que merece esse lugar, estando abaixo apenas de Reasonable Doubt. Na época que saiu, Jay falou que se aposentaria e esse seria seu último projeto, não sei se alguém realmente acreditou naquela história pra boi dormir, mas enfim, ainda bem que tudo não passou de mentira, e anos mais tarde o mc nos presentearia com o clássico American Gangster (que na minha opinião também é melhor que Blueprint).

Black Album contou com belos hits, ou seja, esse foi um projeto que mostra que nem tudo que é comercial é ruim, a qualidade ali é de ouro puro. Basta recordar que o trabalho trazia sons como: Encore, Moment of Clarity, Lucifer, December 4th, Dirty off your shoulder e a faixa mais famosa de Jay: 99 Problems, que tinha na produção o lendário Rick Rubin. Certamente um álbum que se escuta tranquilamente sem pular faixas, The Black Album é perfeito do começo ao fim.

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Esse trabalho é um tesouro encontrado no fundo do mar, que após descoberto você se pergunta se ele realmente existe, tamanha sua unicidade. Normalmente você escuta um projeto e se lembra de muitos outros, esse é um daqueles raros casos que você sente que está desbravando novos mares.  O projeto é todo dividido em cores, isso mesmo, antes das músicas é anunciada uma cor especifica, sendo que no total temos 4 delas: verde, vermelho, azul e amarelo. Conforme cada cor é anunciada, uma nova atmosfera é construída para os sons.

No começo as músicas têm uma pegada lenta, é como se Fraj soubesse que o conteúdo de suas letras precisasse de um olhar atento por parte dos ouvintes, principalmente pela atmosfera, metáforas e simbologias construídas, consequentemente tudo se funde perfeitamente, as descrições lentas das ações, os beats, o flow e as contribuições de Maydana e Beli. Essa lentidão construída pelo mc me lembrou muito o modo como alguns cineastas trabalham, como por exemplo, Kieslowski, Van Sant, Malick, Bergman… Hermético é a palavra certa para os trabalhos que envolvem esses nomes, sendo que através das ações se desenvolverem de forma lenta, maior o aproveitamento em relação as sensações que emanam da obra. O espetacular deve ser degustado sem pressa, infelizmente não são todos que sabem disso.  EKSTSS sopra em seu ouvido: contemple as sensações vagarosamente…

O interessante é que conforme ocorre a progressão do trabalho, o flow de Fraj vai acelerando, e o ouvinte compartilha dessa mesma adrenalina transmitida, consequentemente tudo culmina com 999, que funciona como uma espécie de catarse do projeto. Talvez dê pra pensar que todo o ciclo de EKSTSS seja uma metáfora para o sexo, já que no começo a ação se desenvolve lentamente (preliminares) e conforme o tempo se passa, a adrenalina aumenta junto com a ação, e por fim, têm-se o gozo, o próprio êxtase. Enfim, esse é um trabalho denso e que definitivamente obriga o ouvinte a sair de sua zona de conforto e consequentemente coloque os neurônios pra funcionar a todo vapor.   Ouvir EKSTSS é certamente uma experiência em que você vivência toda sua plenitude sensorial, emocional e intelectual.

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 Em minha opinião TMMLP é o melhor projeto do Eminem, sendo que saíram muitos clássicos dali que marcariam época e serviriam de inspiração/influência pra muitos mc’s que viriam pela frente, talvez aqueles mais marcantes sejam o Tyler e J Cole. O primeiro captou o lado mais sombrio e agressivo do artista, enquanto o segundo seguiu a linha mais pessoal/ introspectiva de abordar suas narrativas.

Não são muitos os mc’s tão versáteis quanto Eminem, em termos de transitar por diferentes temas, e em todos apresentar qualidade. TMMLP é um projeto que apresenta diferentes facetas, há os lados cômico, sério, agressivo, pessoal, fictício, metapoético e por ai vai…

Sem contar que o mc se firmou como storyteller nato a partir de Kim e Stan, dois clássicos muito bem construídos enquanto narrativas, com personagens bem delineados e com a progressão da história com clímax e desfecho, tudo pincelado com uma tensão que crescia vagarasomante culminando em uma bela catarse, com finais no melhor estilo de explodir a cabeça.

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Eu tô ligado que esse projeto é considerado uma mixtape, mas no fim das contas, não liguei para nomenclatura de trabalhos na minha lista, já que EKSTSS é um EP. Simplesmente pensei nos meus 10 projetos prediletos e falei sobre eles, e já que Caro Vapor se encontra entre eles, não poderia deixa-lo de fora por uma mera nomenclatura.

Fui descobrir o projeto tarde, na verdade foi numa matéria que havia feito sobre o Eminem, e um leitor me sugeriu um texto bastante técnico sobre Caro Vapor. Bastou sua primeira audição para a mixtape se tornar um dos projetos mais inovadores e densos que escutei.

Tudo ali era novo diante das coisas que vinham acontecendo no cenário. Todo mundo sabe que durante muito tempo o rap aqui teve um pé atrás sobre falar sobre certos assuntos. Don L foi lá e simplesmente falou, sejamos sinceros, não são muitos que tem balls pra isso, e o cara rompeu com muitas barreiras impostas. Atualmente o cenário mudou bastante, e muitos até mesmo falam sobre temas que antes eram meio que um tabu, porém quando se trata de ter a qualidade de um Don L da vida, bem, daí já são outros quinhentos…

Esse projeto pode ser escutado num loop infinito, que o ouvinte não se cansa. O flow suave e requintado do Don L, a voz cheia de polpa, sua dicção densa. Sem contar que os beats tinham uma grande diversidade: jazz, rock, soul, slow jam, ritmos latinos, até mesmo som com uma pegada eletrônica tava no projeto, ou seja, trocava-se a faixa e consequentemente criava-se nova atmosfera de forma bem evidente. Na primeira audição nunca se sabia o que viria pela frente, e sejamos sinceros, o elemento da surpresa é ótimo.

Após escutar o projeto pela primeira vez, surgiu a vontade de correr atrás dos reviews, das matérias especiais sobre o trabalho, e claro das entrevistas concedidas por Don L pra saber mais sobre sua arte. E as matérias que se encontram na net sobre seu trabalho são extremamente técnicas, análises realmente muito boas. Isso só veio confirmar ainda mais que esse é um trampo DENSO!

  • Minha lista termina aqui, agora é só aguentar a curiosidade pelas listas que virão pela frente do restante da equipe do blog. Fiquem ligados! E você curtiu a lista? E qual seria seus 10 álbuns de rap prediletos? Deixe sua lista aí nos comentários.

3 Respostas para “Top 10 dos Autores: Wendell

  1. Redescobri muitos dos meus álbuns preferidos aqui! Sua leitura sobre eles é excelente. Entre clássicos bem populares, me surpreendeu ver Kool G Rap. O conheci tardiamente, mas logo criei uma grande admiração pelo seu trabalho. Meu predileto é Road To The Riches. E, sem dúvidas, “o primeiro mc que realmente explodiu minha cabeça foi o Eminem justamente com Cleanin Out My Closet”. (E eu também via o clipe uma vez por semana na TV, com sorte, duas!) Traduzir as letras desse álbum era uma tarefa muito excitante e surpreendente. Eu tinha 11 anos, me sentia em um mundo novo com cada narrativa. Eminem é meu rapper preferido desde sempre, mesmo que tenha passado alguns anos sem ouvir. Gostei de ter visto Vida e Veneno entre títulos de tanto peso, lembro de quando baixei essa mixtape e… Bem, sem spoilers, senão digito minha lista inteira aqui! rsrs

    Não conhecia EKSTSS, vou baixar agora!

    Seus textos sempre são maravilhosos, cara.
    Abraço!

    • Kool G Rap é mito dmais né, bro. Se a lista fosse de 15 ou 20, certamente colocaria pelo menos mais 1 ou 2 albuns dele. Don L tbm não podia faltar, projeto monstro. EKSTSS é uma das coisas mais inovadoras q escutei nesses ultimos anos, se tu não conhece, vale mto baixar pra ouvir o projeto. E q venham mais listas fodas do pessoal, da tua parte o projeto do Don já é certo né, dpois da materia monstra q se fez, só falta saber os outros 9 haha. Abraço!

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