Machine Gun Kelly, o garoto selvagem

O verdadeiro nome de MGK é Richard Colson Baker, e ele nasceu em Houston, Texas, em 1990. Porém seus pais viviam se mudando e o pequeno Richard morou em diversos lugares até fincar raízes em Cleveland, Ohio, terra do lendário grupo Bone Thugs-N-Harmony.

O primeiro contato de MGK com o rap se deu na época da escola, quando cursava a sexta série em Denver, Colorado. Ludacris, Eminem e DMX foram os três primeiros rappers que ele ouviu e gostou, e que viriam a se tornar grandes influências em sua carreira.

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George Francis Barnes Jr., o Machine Gun Kelly original

 

 

 

 

 

 

 

 

Devido a sua forma rápida de rimar, surgiu o apelido Machine Gun Kelly. Nos anos 30 um bandido muito famoso nos EUA, chamado George Francis Barnes Jr., tinha esse apelido devido a sua arma favorita, a Thompson submachine gun. Ou seja, MGK, além de uma homenagem, também representa a ideia dele ser uma ‘metralhadora de rimas’.

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Em 2006 MGK lançou sua primeira mixtape, “Stamp of Approval”. Quem só o conheceu em 2011 com a música “Wild Boy”, irá se surpreender com seu trabalho de estreia. Claro que MGK tem evoluído suas habilidades como MC ao longo dos anos, mas suas principais características vocais já estavam aqui, como sua delivery emocional e agressiva, além do ‘speed flow‘ presente desde o início. “Stamp of Approval” traz músicas próprias e alguns freestyles em cima de beats famosos, com destaque para a versão de “Duffle Bag Boy” do Playaz Circle (2 Chainz + Dolla Boy), com participação do Lil Wayne, um grande hit da época.

2009 - Homecoming (Mixtape)

Se no trampo anterior existia essa mistura de faixas originais com freestyles, e uma mixagem problemática, em “Homecoming” de 2009 temos a primeira mixtape realmente profissional de MGK. São 14 faixas bem produzidas, se aproximando bastante do estilo atual do rapper.

2010 - 100 Words and Running (Mixtape)

“100 Words and Running” são apenas beats famosos da época ganhando rimas novas de MGK. Destaques para as versões de “Empire State of Mind” do Jay-Z, que aqui vira “Cleveland State of Mind” (com Ashley Simpson substituindo Alice Keys no refrão) e “Get It in Ohio” do Cam’ron, transformada em “Still Get It in Ohio”. Também é possível ouvir MGK e Rihanna juntos no remix (não oficial) de “Run This Town”.

2010 - Lace Up (Mixtape)

A mixtape “Lace Up” de 2010 é, até então, o maior projeto de MGK. Com uma consistência digna de álbum, traz grandes músicas que voltariam a aparecer em sua obra, como a bela “Stereo“. Inclusive o título “Lace Up” também seria re-aproveitado, tornando-se o nome de seu primeiro álbum em 2012. Comprovando seu amor por Cleveland, MGK fez bastante sucesso em sua cidade com este som:

2010 - Differenter Gang (Travis Porter, MGK & FKi) (Mixtape)

No mesmo ano da “Lace Up” também foi lançado “Differenter Gang”, uma mixtape colaborativa com Travis Porter e FKi. MGK aparece com apenas quatro músicas, rimando em beats já existentes.

2011 - Rage Pack (Mixtape)

Em “Rage Pack” de 2011 MGK aparece com seu primeiro grande hit nacional, “Wild Boy“, com participação de Waka Flocka Flame. O clip no YouTube já passa dos 67 milhões de views! Outras faixas da mixtape “Rage Pack” também fariam barulho e re-apareceriam em lançamentos futuros, como “Half Naked and Almost Famous” e “Warning Shot”. As coisas começam a ficar realmente sérias para MGK. Após ser visto por Sean “Puff Daddy” Combs num show no Texas, MGK fecha contrato com a Bad Boy Records.

2012 - EST 4 Life (Mixtape)

“EST 4 Life” de 2012 é uma mixtape meio bagunçada, contendo músicas exclusivas, freestyles ao vivo, skits, faixas só com o Dub-O (um grande parceiro de MGK), etc. A ideia era apresentar a EST 19XX, movimento criado pelo próprio MGK. Como pode ser visto na foto de seu próximo trampo, ele possui uma tatuagem EST 1990 no peito. O XX portanto representa as diferentes datas de nascimento dos membros de sua banca, e EST significa Everyone Stands Together.

2012 - Half Naked & Almost Famous (EP)

De contrato assinado com a Bad Boy era hora de mostrar serviço. Em março de 2012 MGK lança o EP “Half Naked & Almost Famous”. Como já vimos, algumas músicas deste EP já haviam aparecido na mixtape “Rage Pack” de 2011, porém aqui ganham pequenas alterações (como a substituição de Livvi Franc por Cassie, em “Warning Shot”). “Wild Boy” ganha um super-remix, com as participações de Steve O, 2 Chainz, Meek Mill, Mystikal, French Montana e Yo Gotti.

2012 - Lace Up

Enfim chegamos ao primeiro álbum de MGK, “Lace Up”, lançado em outubro de 2012. Três singles são lançados e ganham video-clips: “Wild Boy“, “Invincible” e “Hold On (Shut Up)“. O álbum traz uma lista pesada de participações especiais, incluindo Bun B, Waka Flocka Flame, Lil Jon, DMX, Tech N9ne, Twista e Young Jeezy. O disco ficou em quarto lugar na Billboard 200 na ocasião de seu lançamento.

O clip de “See My Tears”, faixa integrante do álbum “Lace Up” merece ser conferido. O vídeo registra a interação de MGK com seus fãs, sua energética performance ao vivo, bastidores, sua antiga casa em Cleveland, sua filha pequena, etc. Chega a ser emocionante. Esse teor auto-biográfico é uma das peças fundamentais de sua obra. MGK nunca teve medo de se expor e se ser transparente em suas letras.

2013 - Black Flag (Free Album)

Divulgado como um Free Album, “Black Flag” de 2013 traz entre seus colaboradores nomes como French Montana, Wiz Khalifa, Pusha T e Meek Mill. Os dois últimos aparecem juntos numa das faixas mais bacanas do disco, “PE$O“.

2015 - Fuck It (Mixtape)

Em janeiro de 2014 MGK começa a trabalhar em seu próximo disco, chegando inclusive a lançar o single “Till I Die” (que posteriormente ganhou um remix com a participação do Bone Thugs-N-Harmony). Mas após uma série de atrasos, com o álbum só chegando as ruas em 2015, MGK acabou lançando a mixtape “Fuck It” nesse meio tempo para não deixar seus fãs desamparados. Destaque para a faixa “The IllEST, the RealEST & the TrillEST“, que conta com duas lendas do Texas, Bun B e Trae Tha Truth.

2015 - General Admission

O segundo e último álbum de MGK até o momento é “General Admission”, que chegou às ruas em outubro de 2015 e atingiu exatamente a mesma posição na Billboard 200 que o “Lace Up”, o quarto lugar. Sem participações de rappers (apenas cantores comparecem em refrões, como Victoria Monet, Leroy Sanchez, Kid Rock e Lzzy Hale), o disco trouxe quatro singles, o já citado “Till I Die”, “A Little More“, “World Series” e “Gone“.

Em paralelo a carreira de rapper, MGK também tem se aventurado como ator. Após atuar no drama musical “Beyond the Lights” (2014), ele passou a integrar a série “Roadies”, cujo primeiro episódio foi ao ar dia 13 de junho de 2016 nos EUA. A proposta da série é “oferecer uma visão íntima sobre a vida imprudente, amorosa, divertida e louca de um comprometido grupo de roadies que vivem para a música e formam laços de família durante suas jornadas nas estradas”.

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Roadies. Photo: Courtesy of SHOWTIME.

Para concluir, queríamos compartilhar um vídeo que registra o primeiro encontro de MGK com um dos seus ídolos no rap, DMX. Vale a pena conferir:

Uma resposta para “Machine Gun Kelly, o garoto selvagem

  1. Bom levantamento dos trabalhos da carreira dele! Não conhecia muito o MGK e esse texto me ajudou a criar um contexto. Curioso como ele se identifica com o East Side, mesmo sendo nascido e criado fora de NY. E curioso também logo o Puff Daddy se aproximar dele, me faz pensar que tem algo a ver.
    Tocante esse fechamento com o encontro dele com o DMX. Dá pra ver o tamanho que o DMX tem pro cara, é um ídolo. MGK foi um garotinho fã ali. Mt bom ter contato com isso. Boa, Herax!

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