Bolsonaro e trance: Rod comenta críticas ao verso em Cypher do RapBox

Tô pelo certo sempre, “Outra Lei”, num mundo nonsense

Tô pela letra, se fosse só pelas drogas, eu escutava trance

Eu sou de outro plano, outro lado, pros careta, outro trago

Me dá uma caneta ou a baioneta e eu mato o Bolsonaro – Rod, do 3030, no Ep. 100 – Cypher Rap Box (Froid, Rod, Dalsin e SPVIC) – “Veredicto”.

No dia primeiro de agosto de 2016, o Ep. 100 do canal de vídeos Rap Box era lançado, trazendo um Cypher chamado “Veredicto” com os rappers Froid (Um Barril de Rap), Rod (3030), Dalsin (Audioclan) e SPVIC (Haikaiss). Os versos foram amplamente aprovados pela comunidade do rap nacional e também geraram polêmica.

O vocalista Rod, do 3030, recebeu diversas críticas por suas linhas sobre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e sobre o gênero de música trance, que teve seu ápice comercial nos anos 90 e hoje é associado principalmente a drogas sintéticas. Procurado pelo Raplogia, ele comentou a repercussão das rimas ressaltando a importância do posicionamento político:

“Eu acho muito importante se posicionar, e essa foi minha ideia no Cypher. Foi uma letra de desabafo de coisas que eu vinha pensando. E eu sabia que me posicionando eu teria apoio de alguns e críticas de outros. Mas acho que o Rap tem que causar algo nas pessoas. Se ninguém sentiu nada ouvindo sua letra, tem algo errado”, disse o rapper.

Falando especificamente de Bolsonaro, Rod se mostrou muito crítico. “Acho que ele é um símbolo da ignorância. Abomino suas ideias. Bolsonaro defende valores ultrapassados, incita a violência e a intolerância, defende a tortura e a ditadura militar. Há quem diga que ele tem ótimos projetos e visões. Pra mim não. Pra mim a política não é lugar pra ódio ou intolerância”.

Sobre a linha do trance, foi sucinto: “Minha relação com o trance é superficial, já convivi muito na Bahia com festas de trance e tudo, mas nunca curti muito o estilo de som. Sou muito atraído pela letra então isso sempre me incomodou. Muitas pessoas da cena eletrônica criticaram e ficaram ofendidas. Peço desculpas, mas acredito que com força de vontade um pouco de interpretação de texto consegue se entender a ideia da rima, que não teve hora nenhuma a intenção desmerecer a cultura trance”.

Quando perguntado se ficou arrependido de ter escrito alguma das linhas, disse que não. “Acho que minha letra cumpriu o papel que eu queria”, finalizou.

5 Respostas para “Bolsonaro e trance: Rod comenta críticas ao verso em Cypher do RapBox

  1. Queria perguntar pra ele quem foi os presidentes do período militar, se ele me falasse um único nome já estaria satisfeito. Quem sabe esse cara me da uma aula da “ditadura (com troca de poder…) militar”!

  2. Bons tempos de Facção Central.Hoje temos esse tipo de merda que diz fazer rap mas é só mais uma babaca bestializado pela esquerda,daqui a pouco vão começar a fazer rap para a campanha da Marina Silva para mostrar a diversidade,petralha fdp. #NuncaQueIssoÉRap

    • “Nuncaqueissoérap”, ué, quem define o que é rap é o seu gosto pessoal?
      Gostaria de ver a sua cara, quando soubesse que o Eduardo Tadeu já apoiou partidos de esquerda, e principalmente sempre se posicionou contra os partido de direita rs

  3. …”Me dá uma caneta ou a baioneta e eu mato o Bolsonaro”… Disse o cara que acusou o Bolsonaro de incitar a violência, prazer meu nome é incoerência… É a cara da esquerda… Péla saco msm! Kkkkkkkkkk

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